Ironicamente, se eu ando apenas um quarteirão na direção contrária ao centro, estou em um desses lugares. Árvores, pessoas passeando com seus cachorros, vizinhos conversando, uma sensação de comunidade que chega a ser bizarra para a maioria de nós. Não é muita gente que pode dizer que conversa todo dia com o vizinho, além de um bom dia no elevador (e olhe lá).
Quando tenho a oportunidade, caminho até lá, sento no banco da quadra de tênis (mais uma razão para eu amar o lugar) e passo um bom tempo só ali, sentindo o sol e o ar fresco, o silêncio. Às vezes, por mais de uma hora. Talvez falte levar um livro, já que quase nunca leio mais. É um momento glorioso pra minha cabeça. Consigo pensar em paz. Ou não pensar, em paz. Desintoxicante.
Para não dizer que é um tédio, sempre tem algum detalhe interessante o suficiente para me deixar pensativa mas não gritante a ponto de me incomodar. As conversas extensas das senhoras sobre seus cachorros sênior de casaco e coleira decorada. Os pedestres ocasionais. Os tenistas praticando sozinhos ou jogando com os amigos em qualquer horário do dia.